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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Eis-nos aqui

Mäyjo, 04.04.20



Aqui estamos, aqui chegamos. 

Há cinquenta anos que essa turbulência ameaça os altos-fornos da incúria da humanidade, ai estamos. Sobre o muro, à beira do abismo, como só o homem pode fazer de maneira brilhante, que só percebe a realidade quando ela o magoa. 

Como a nossa boa e velha cigarra, a quem emprestamos as nossas qualidades despreocupadas.  Nós cantamos, dançamos. Quando digo "nós", quero dizer um quarto da humanidade, enquanto o resto estava lutando.

Construímos uma vida melhor, deitamos os nossos pesticidas na água, nossos fumos no ar, conduzimos três carros, esvaziamos as minas, comemos morangos vindos do fim do mundo, viajamos em todos os sentidos, iluminamos as noites, usamos sapatos de ténis que brilham quando andamos, engordamos, molhamos o deserto, acidificamos a chuva, criamos clones, francamente, podemos dizer que nos divertimos muito.

Conseguimos truques absolutamente surpreendentes, muito difíceis, como derreter icebergs, criar criaturas geneticamente modificadas, deslocar a corrente do Golfo, destruir um terço das espécies vivas, explodir o átomo, afundar resíduos radioativos no solo, nem vistos nem conhecidos.  Francamente, nós gozamos muito. Francamente, aproveitamos.  E gostaríamos de continuar, pois escusado será dizer que é mais engraçado andar de um avião com ténis luminosos do que apanhar batatas. Claro que sim.

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Mas eis-nos aqui.

Na Terceira Revolução. Que é muito diferente das duas primeiras (a Revolução neolítica e a Revolução industrial, para relembrar) porque não foi escolhida. 

"Temos de fazer isso, a Terceira Revolução?" perguntarão algumas mentes relutantes e tristes.

Sim.  Não temos escolha, já começou, não nos pediu nossa opinião. Foi a Mãe Natureza que a decidiu fazer, depois de nos deixar brincar com ela durante décadas. A Mãe Natureza, exausta, suja, sem sangue, fecha as nossas torneiras. Do petróleo, do gás,  do urânio, do ar, da água.

Seu ultimato é claro e impiedoso: Salvem-me ou morram comigo (com exceção das formigas e aranhas que nos sobreviverão, porque são muito resistentes e, além disso, pouco dançarinas).

Salvem-me ou morram comigo.  Obviamente, dito assim, entendemos que não temos escolha, corremos imediatamente e, mesmo que tenhamos tempo, pedimos desculpas, em pânico e com vergonha.  Alguns, um pouco sonhadores, estão a tentar um alargamento do prazo, para se divertirem com o crescimento mais um bocado. 

Perda de tempo. Há trabalho a fazer, mais do que a humanidade já alguma vez teve.  Limpar o céu, lavar a água, desobstruir a terra, abandonar o carro, parar a energia nuclear, recolher os ursos polares, apagar quando sair, manter a paz, conter a ganância, encontrar morangos perto de sua casa, não, não saia à noite para os colher todos, deixe para o vizinho, relançar barcos à vela, deixar o carvão onde está, - tenha cuidado, não se deixe tentar, deixe esse carvão em paz - recupere o esterco, mije nos campos (para obter fósforo, não temos mais, tiramos tudo nas minas, como nos divertimos).

Esforce-se. Reflita, até. E, sem querer ofender com um termo obsoleto, seja solidário.

Com o vizinho, com a Europa, com o mundo.

Programa colossal este o da Terceira Revolução. Sem escapatória, vamos lá. Ainda, deve-se notar que a recolha de esterco, e todos os que o fizeram sabem, é uma atividade fundamentalmente satisfatória.
Que não impede de dançar à noite, não é incompatível.  Desde que a paz exista, desde que se contenha o regresso da barbárie - outra das grandes especialidades do homem, talvez a mais bem-sucedida.

A esse preço, teremos sucesso na Terceira Revolução. A esse preço, dançaremos, de maneira diferente, sem dúvida, mas dançaremos novamente.»

Fred Vargas (Frédérique Audoin-Rouzeau), Arqueóloga e Escritora, 2008

Fonte:  https://framablog.org/2009/09/10/fred-vargas-nous-y-sommes/ (tradução livre)

Para aprender sobre o ambiente e a natureza enquanto estamos em casa

Mäyjo, 30.03.20

Durante os próximos dias, uma especialista em Educação Ambiental, da ANP/WWF Portugal tem preparadas várias sessões a que podes assistir gratuitamente!
Eles querem contar com a presença de todos, e acreditam (e eu também) que esta é uma ótima maneira de manter não só os mais novos, mas toooodos entretidos! 
E é também um ótimo elo de ligação com a natureza.


Espreita os eventos que foram criados no facebook ou no site, lá estão disponíveis os links para todas as sessões. 

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Camada de ozono acima da Antártida recupera e trava alterações na região

Mäyjo, 28.03.20

Resultados publicados na "Nature" mostram a reversão de algumas mudanças preocupantes nas correntes de ar no hemisfério sul.

Uma investigação publicada na revista científica “Nature” conclui que o Protocolo de Montreal, acordo assinado em 1987 para parar de produzir substâncias destruidoras da camada de ozono, está a ter resultados positivos e que já é possível ver reversões, de algumas mudanças preocupantes, nas correntes de ar no hemisfério sul.

Na região dos polos da Terra, a uma altitude elevada, existem correntes de ar rápidas, chamadas correntes de jato. O que estava a acontecer antes do protocolo era que o buraco na camada de ozono gerava essas correntes mais a sul do que o habitual, provocando alterações  no padrão da precipitação e nas correntes oceânicas.

10 anos depois da assinatura do Protocolo de Montreal, a mudança parou subitamente. A investigação agora publicada mostra que a pausa não se deveu apenas a alterações naturais dos ventos, mas sim ao impacto causado pela redução da camada de ozono.

Espera-se agora que a chuva que foi afastada, pela corrente, para longe das áreas costeiras da Austrália possa regressar, por exemplo.

“As correntes que trazem o ar frio na direção do polo Sul têm vindo a reduzir e é por isso que o sul da Austrália sentiu uma queda enorme na pluviosidade nos últimos 30 anos”, referiu Ian Rae, químico orgânico da Universidade de Melbourne, citado pela “Visão”. “Se a camada de ozono está a recuperar e a circulação de ar a voltar mais para norte, são boas notícias em duas frentes.” 

Já no ano passado, o buraco na camada de ozono na Antártida atingira o seu menor pico desde 1982, mas ainda há muito caminho a fazer. Afinal, nos últimos anos, houve um aumento de produtos químicos, que destroem essa mesma camada de ozono. 

0dfdf863e9deacffff759819a2f45f50-754x394.jpgBoas notícias para o hemisfério sul.

 

 

Fonte: NiT

Como aumentar a concentração durante o estudo: 6 estratégias de sucesso

Mäyjo, 10.01.20

Várias situações podem influenciar a produtividade do aluno.

Mas é possível aumentar a concentração durante o estudo, lê o texto e encontrarás algumas sugestões.

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Como aumentar a concentração durante o estudo pode, por vezes, ser uma tarefa atribulada para alguns alunos. Todas as etapas escolares são exigentes para o aluno e é importante que comeces a desenvolver as tuas próprias estratégias para adquirires bons hábitos de estudo.

 

Quando entra no pré-escolar a criança inicia formalmente a sua trajetória. Aqui os educadores têm um papel importante na estimulação da aprendizagem facilitando que a criança construa o seu próprio conhecimento de uma forma lúdica.

 

Na entrada para o 1.º ciclo as tarefas começam a ser mais exigentes e, consequentemente, terá que haver maior concentração durante o estudo. Na escola secundária as atribuições de trabalho são feitas a curto prazo, uma semana no máximo e, desta maneira, os professores ajudam o estudante a distribuir o seu tempo de estudo adequadamente.

 

Na Universidade, o aluno passa a ser responsável por organizar o próprio estudo. Se não gerir adequadamente o seu tempo, corre o risco de não conseguir terminar as suas tarefas nos prazos estabelecidos.

 

Com isto deves estar a pensar na importância de adquirir bons hábitos de estudo. Então o que será preciso? Em primeiro lugar é importante conheceres-te a ti mesmo e, assim, será mais fácil responderes à pergunta de como aumentar a concentração durante o estudo.

 

A parte mais difícil de um plano de estudo é, muitas vezes, o começar. Nem sempre conseguimos motivar-nos o suficiente para começar e, por isso, adiamos constantemente.

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Estas são algumas sugestões que te podem ajudar (1):

 

  • Tenta interessar-te pelo tema;
  • Estabelece objetivos claros e realistas;
  • Exclui distrações (telemóvel, tablets, etc.);
  • Varia a rotina dentro do bloco de estudo;
  • Sumariza com frequência;
  • Usa canetas, marcadores de cores diferentes para cada disciplina/cadeira;
  • Faz intervalos a cada 50/55 minutos;
  • Recompensa-te por estudar como planeado.

 

Se não tens motivação, mais cedo ou mais tarde ela surgirá. Por isso outra técnica que sugerimos é a seguinte (1,2):

 

Quando tens de estudar senta-te a uma mesa só com os materiais de estudo num local com iluminação. Mais cedo ou mais tarde vais começar a estudar porque não é permitido sair da cadeira nesse período de tempo.

 

 

NÃO TE APETECE ESTUDAR? O QUE FAZER?

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Quando não consegues arranjar estratégias para te concentrares no estudo experimenta o seguinte:

 

Define um horário de trabalho durante a época de exames/testese cinge-te a ele. Faz de conta que estás a trabalhar, compromete-te e dedica esse tempo apenas à tua formação. Isto não significa que tenhas de passar 8 horas por dia a “marrar”, daí a importância de te conheceres bem. Estudas melhor ou és mais produtivo em que parte/hora do dia? Se já te conheces e sabes que, por exemplo, de manhã não vale a pena, não insistas. É tempo perdido e frustração ganha o que não ajuda a tua motivação/concentração;

 

Define um número de horas por dia e é esse número que decidires que será dedicado a atividades relacionadas com a tua formação. Isto inclui organizar capas de diferentes disciplinas: 

 colocar os materiais que os professores distribuíram nas aulas, 

 os teus apontamentos depois, 

 o material de leitura obrigatória e facultativa; 

conversar com colegas sobre a matériaprocurar materiais na internet ou sublinhar nas fotocópias onde estão as coisas mais importantes ou os títulos dos materiais da disciplina.

 

Uma dica importante é gostar do aspeto visual daquilo com que estás a trabalhar. Investe numas canetas novas, nuns marcadores, nuns cadernos que gostes, capas coloridas, etc.

 

 

Se estás com algum problema do foro emocional que está a ter implicações na tua capacidade de concentração durante o estudo e/ou esteja a interferir com os teus resultados escolares e não estejas a conseguir ultrapassar sozinho, pede ajuda a um profissional de saúde. Um Psicólogo pode ajudar-te nesse campo.

 

Fontes

  1. Martins H. (2009). Técnicas de estudo para pessoas irrequietas. Escola superior de Saúde Politécnico do Porto/Gabinete de Apoio ao Aluno.
  2. Zande B. et al., (2012). Lighting affects students’ concentration positively: Findings from three Dutch studies. Lighting Research and Technology.

 

 

 

 

 

Comer como um 'climatariano' ajuda a salvar o planeta

Mäyjo, 23.12.19

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Em 2015, o The New York Times destacou o termo entre as ‘novas palavras sobre alimentação’ (apesar de ela ter sido usada pela primeira vez em 2009). O jornal destaca que a dieta em questão tem como principal objetivo reverter as mudanças climáticas.

 

Em 2015, o New York Times publicou uma lista de novas palavras sobre comida. Entre elas encontrava-se a palavra “climatariano”, para descrever adeptos de dietas que podem ajudar a reverter os efeitos das mudanças climáticas, apesar de ela ter sido usada pela primeira vez em 2009.

 

Essa dieta inclui consumir comida produzida localmente (o que em 2012 se chamava de locavorismo), consumo de proteínas com menor emissão de efeitos de gases de estufa na produção (Dar preferência para consumo de aves e carne de porco, que têm menos impacto ambiental), aproveitamento integral dos alimentos (caroços, cascas, etc.) e  evitar o desperdício (o que as nossas avós chamavam de “não desperdiçar comida porque há criança no mundo que passam fome”).

 

Estas medidas têm o objetivo de diminuir a emissão de gás carbono e, assim, contribuir para o meio ambiente. Nesse sentido, um climatariano escolhe aquilo que, dentro das suas possibilidades, possui menos impacto ambiental: comer frutas da estação, comprar de pequenos produtores ou criadores, evitando ao máximo alimentar a ‘grande indústria’ da carne.

 

Assim, se quisermos ajudar a salvar o planeta através da alimentação, não precisamos de comer só fruta, legumes e leguminosas. O que não podemos fazer é abusar de alimentos com um elevado impacto ambiental. Ter uma dieta amiga do ambiente implica reduzir o consumo de carne e peixe, mas também de alimentos como a quinoa, o abacate e a chia, que, embora sejam saudáveis, podem ter efeitos ambientais desastrosos. Se tiver em conta a pegada ambiental dos alimentos e se evitar o desperdício, estará a ser um climatariano.

 

Ser um climatariano consiste em fazer uma “dieta baseada nos princípios da sustentabilidade do planeta" e para isso não é preciso necessariamente deixar de comer carne.

 

O jornal El País destaca que a chave de tudo está em entender o processo de produção daquilo que comemos. E é isso o que os climatarianos procuram: conhecer a origem e os impactos ambientais dos alimentos para tomar decisões mais responsáveis ambientalmente.

 

Entender o todo é essencial. Dados da ONU mostram que aproximadamente 75% de toda a água doce do planeta é consumida na pecuária e na agricultura. Então não adianta de muito fechar a torneira enquanto escovamos os dentes, por exemplo, se não repensarmos o nosso consumo de carne.

 

Se a filosofia ‘climatariana’ ainda não faz sentido para ti, o gráfico abaixo, com o nível de impacto de alguns alimentos, pode servir de norte para repensar as preferências alimentares:

 

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